E ainda perdeu para a Noruega…
A disparidade financeira entre seleções também aparece fora das quatro linhas. Mesmo chegando à final da Copa do Mundo de 2026, os técnicos de Argentina e Espanha estão longe de alcançar os valores pagos ao treinador da Seleção Brasileira.
A soma dos salários de Lionel Scaloni e Luis de la Fuente não chega a 50% do que a CBF desembolsa anualmente para manter Carlo Ancelotti no comando do Brasil.
O técnico italiano recebe cerca de 10 milhões de euros por temporada — cifra compatível com os maiores salários do futebol europeu —, enquanto os finalistas do Mundial trabalham com vencimentos bem mais modestos em comparação.
O contraste chama atenção principalmente pelo desempenho esportivo.
Enquanto Argentina e Espanha brigam diretamente pelo título, o Brasil teve uma campanha abaixo das expectativas e acabou eliminado ainda nas oitavas de final.
A diferença salarial reflete estratégias distintas das federações. A CBF apostou alto ao contratar um dos treinadores mais vitoriosos do futebol mundial, elevando o patamar de investimento na comissão técnica. Já outras seleções mantêm modelos mais enxutos, mesmo alcançando resultados expressivos dentro de campo.
O cenário reforça um debate recorrente no futebol: até que ponto altos investimentos em treinadores se traduzem, de fato, em desempenho esportivo dentro das competições mais importantes do planeta.
