Assassino de Barra de São Francisco/ES é preso pela Interpol em Portugal
OlheNews | 13 de outubro de 2026 / Redação |

Um assassino de Barra de São Francisco/ES, foi preso pela Interpol em Lisboa (Portugal) no início de setembro. De acordo com os trâmites internacionais, ele precisa ser extraditado para o Brasil até o próximo dia 16.
A informação está em decisão do Juízo da 1ª Vara Criminal de Barra de São Francisco, onde relata que Paulo Alvaro Marques Cezário foi condenado à pena de 12 anos de reclusão em regime inicial fechado, em processo que transitou em julgado, ou seja, encerrou a fase de recursos no último dia 7 de agosto.
Com a medida, o seu mandado de prisão incluído na Difusão Vermelha da Interpol, instrumento que ajuda na localização de foragidos internacionais. É o caso de Paulo, que acabou sendo encontrado e preso em Lisboa, Portugal, em no dia 3 de setembro.
No dia seguinte foi submetido a audiência no Tribunal da Relação de Lisboa. De acordo com o texto judicial, Paulo consentiu livremente com a sua entrega ao Brasil, sendo homologada a sua extradição.
Para cumprir os trâmites internacionais, o Juízo de Barra de São Francisco oficiou a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) a informar para qual unidade prisional vai receber o detento. Determinou ainda que seja realizada uma nova audiência de custódia quando ele chegar ao Estado.
Em nota, a Sejus informou ter recebido a decisão e confirmou que o réu será encaminhado a uma unidade prisional. A data da extradição para o Brasil e da transferência para o Espírito Santo, no entanto, não foi informada.
O assassinato aconteceu em agosto de 2021, no bairro Colina, em Barra de São Francisco. Paulo e outros dois acusados fizeram uma emboscada para a vítima Uéliton Lima de Oliveira, que foi atingido por diversos disparos de arma de fogo. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu posteriormente.
A motivação para o crime foi a disputa pelo tráfico de drogas local, e a preocupação de que a vítima teria se associado a um traficante que se encontrava preso na Bahia para a retomada do controle do tráfico em Colina.
A vítima foi atingida em várias partes do corpo. Chegou a prestar depoimento para a polícia, em vídeo, quando estava internado, momento em que identificou os acusados pelo crime. Uéliton morreu antes do júri popular. Segundo denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), ele foi preso e estava desarmado.
A defesa de Paulo não foi localizada, mas o espaço segue aberto a eventuais manifestações.
