CNH do Brasil registra recordes na formação de motoristas com oferta gratuita e digital do curso teórico
OlheNews | 8 de outubro de 2026 / Redação |

Mais de 2,2 milhões de pessoas receberam a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nos primeiros nove meses do programa CNH do Brasil. Segundo dados apresentados pelo Ministério dos Transportes, foram 2.212.108 novos habilitados até agosto de 2026, um aumento de 17,1% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado representa a inclusão de 292.639 novos condutores no trânsito em comparação com os primeiros nove meses de 2025. Lançado em dezembro de 2025, o programa passou a concentrar etapas da primeira habilitação na plataforma oficial do Governo Federal. Desde então, foram registrados mais de 7,3 milhões de novos requerimentos para abertura do processo.
Entre as principais mudanças está a oferta gratuita e digital do curso teórico. Até agosto de 2026, foram realizados 4.386.463 cursos, contra 1.981.304 no mesmo período de 2025, crescimento de 121,4%. O Amapá apresentou o maior aumento entre os estados, com 296,4%, enquanto Tocantins teve a menor variação, de 63,5%. Na formação prática, a carga mínima de aulas foi reduzida de 20 para duas horas, além da possibilidade de contratação de instrutores autorizados pelos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans). Ao todo, foram realizados 4.182.803 cursos práticos até agosto, alta de 34,7% em relação aos cerca de 3,1 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. Desse total, 552.994 cursos, ou 13,2%, foram conduzidos por instrutores autorizados. Os Centros de Formação de Condutores responderam pelos outros 86,8%. A maior adesão aos instrutores autorizados ocorreu no Norte, com 30,7%, e no Nordeste, com 27,4%.
O balanço também mostra crescimento de 18% na entrada de mulheres no processo de primeira habilitação. Foram 1.246.979 registros em 2026, contra 1.056.960 no mesmo período de 2025, um acréscimo de 190.019 entradas. O Nordeste concentrou 54,7% dos registros femininos, seguido pelo Norte, com 31,9%. O tempo médio para concluir o processo também caiu nas 27 unidades da Federação. A maior redução regional ocorreu no Sul, de 42,4%, seguida pelo Norte, com 40,5%; Nordeste, com 34,6%; Centro-Oeste, com 29,3%; e Sudeste, com 20,5%. O crescimento das primeiras habilitações alcançou ainda faixas etárias mais altas: pessoas com 55 anos ou mais tiveram aumento de 53,4%, enquanto os grupos de 45 a 54 anos, 35 a 44 anos e 25 a 34 anos registraram altas de 37,4%, 29,7% e 21,3%, respectivamente.
Segundo o Ministério dos Transportes, o programa gerou uma projeção de impacto econômico de R$ 9,64 bilhões desde o lançamento. O cálculo considera os valores associados às mudanças implementadas, como o curso teórico gratuito, estimado em R$ 2,94 bilhões; a formação prática, em R$ 4,57 bilhões; os exames médicos e psicológicos, em R$ 414,6 milhões; a renovação automática para bons condutores, em R$ 1,44 bilhão; e os deslocamentos evitados, em R$ 278,7 milhões. O ministério ressalta que, no caso dos deslocamentos, a estimativa utilizou o transporte público como referência e considerou as antigas cargas horárias dos cursos.
Na área de segurança viária, o balanço aponta que 11.938 ocorrências foram registradas entre os 2.212.108 novos habilitados até agosto de 2026, proporção de 0,54%. No mesmo período de 2025, foram 42.208 registros entre 1.788.139 novos condutores, equivalente a 2,36%. De acordo com a comparação apresentada pelo Ministério dos Transportes, houve redução de 77,1% na incidência de ocorrências. O aplicativo CNH do Brasil também passou a oferecer serviços como a consulta ao sistema Free Flow e a credencial digital de estacionamento. Esta última já soma 2.621.956 emissões, sendo 2.590.344 para idosos e 31.612 para pessoas com deficiência. Outra novidade prevista para novembro é a transferência eletrônica de veículos, regulamentada pela Resolução Contran nº 1.027/2026.
Os dados foram apresentados pelo ministro dos Transportes, George Santoro, e pelo secretário Nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, no balanço dos primeiros nove meses do programa. As informações consideram os resultados acumulados até agosto de 2026.

